As Viagens de Marco Polo

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Baseado nas histórias que este ouviu de Marco Polo, descrevendo as viagens de Polo pela Ásia entre 1271 e 1295, além sua vivência na corte do Grande Kublai Khan, o francês Rusticiano de Pisa escreve “Livre des Merveilles du Monde” (Livro das maravilhas do mundo) ou “Devisment du Monde” (Descrição do Mundo), mas que ficou conhecido para a posteridade como “As Viagens de Marco Pollo”, Rusticiano organizou as histórias que escutou de Marco Polo quando ambos estavam presos em Gênova.

Pesquisas modernas do texto consideram que o livro é a descrição de um observador e não apenas algo imaginativo. Marco Polo, como curioso e havido pelo conhecimento do mundo até então desconhecido dos confins do Oriente, tornou-se devoto de Kublai Khan e sua dinastia, a qual ele serviu por duas décadas. O livro conta suas viagens para a China, a qual ele chama de Catai (norte da china) e Manji (sul da china). Marco polo deixou Veneza em 1271. A jornada durou 3 anos até ele chegar em Catai e então conhecer o neto de Gengis Khan, Kublai Khan. Ele somente deixaria a China no fim de 1290 ou 1291 quando retornou a Veneza, chegando em 1295. Três ou quatro anos depois, Pollo narraria sua história para Rusticiano, que eternizaria seus relatos.

Kublai era o quinto grão-Khan do Império Mongol, de 1260 a 1294, e o fundador da dinastia Iuã, que dominou grande parte da Ásia Oriental. Como segundo filho de Tolui e Sorcaquetani, e neto do próprio Gengis Khan, reclamou para si o título de grão-cã do Império Mongol em 1260, após a morte de seu irmão mais velho, Mangu Khan, no ano anterior, embora seu irmão mais novo, Arigue Buga, também tivesse recebido este título na capital mongol de Caracórum.

Rusticiano escreveu as primeiras versões franco-italianas da história de Marco Polo. Além do nome em francês, o livro chamado “De mirabilibus Mundi” em Latim, e “Il Milione” em italiano. A origem do nome Il Milione é tema de debates. Uma teoria é que o nome vem da família de Polo usava para distinguir-se de outras famílias venezianas (Emilione) que também carregavam consigo o nome Polo. Outra teoria comum é que o nome deriva do modo do qual o livro foi recebido, com incredulidade e dúvida. Um relato até então desconhecido de um mundo estranho para a Europa medieval, dizendo que ali continha “um milhão” de mentiras.

Pode-se afirmar que a escrita de Rustichello de Pisa e o relato de Marco Polo estão permeados pela noção de maravilha que esteve por muito presente no imaginário do homem medieval. O conteúdo do livro reflete aquilo que os homens do período entendiam do misterioso, do desconhecido e ainda por ser explorado. Lembremos que apenas cerca de 150 anos depois, os portugueses e espanhóis inaugurariam a Era das Grandes Navegações. Portanto, fortalece lendas e mitos presentes no imaginário medieval e que vai influenciar homens como os grandes navegadores e sua descrição das “Índias Ocidentais”, que se assemelha com a descrição de Cipango (Japão) que Kublai-Khan tenta invadir.

Independente da veracidade ou verossimilhança dos relatos e do livro, fato é que ele se tornou um dos mais influentes da Idade Média, e para muitos, o mais influente livro do seu gênero, vanguardista de uma áurea intelectual que instigou expansão marítima e a era das grandes navegações na Europa.

Prova disso é a admirável quantidade de vezes em que o livro foi copiado e a quantidade variada de idiomas para o qual foi traduzido (uma vez que a popularidade de obras literárias não era comum, tanto pela dificuldade de cópia quanto pela questão do hábito). Foram 16 edições diferentes consideradas relevantes durante os séculos XVII, XVIII e XIX. Portanto, ao menos nas esferas cavalheirescas e aristocráticas a obra foi extensamente difundida durante o século XIV. E até os dias de hoje, se considerarmos que a obra continua ganhando outras e o nome de Marco Polo se manteve famoso até os dias de hoje.

Na instância do efeito prático, o livro influencia na intensificação de viagens ao Oriente; para o grande público o atrativo era a áurea de maravilha, tão expressiva do imaginário medieval; e por fim, o público científico o ponto de influência direta é na cartografia e no renascimento, muito importantes para o surgimento da geografia, além de se vincular ao desenvolvimento científico e a expansão ultramarina.

Exemplo dessa influência direta no campo é o Mapa de Catalão, pertencente ao rei Carlos V da França, provavelmente produzido por Abraham Cresques em 1375, que foi produzido sob influência das narrativas contidas na obra de Polo. Assim como muitos outros mapas produzidos na época, que eram elaborados incluindo as descrições de Polo. Como o mapa feito por Matteo Pagano de 1550, preservado na Biblioteca Britânica. Nele “os quatro heróis do conhecimento geográfico: Ptolomeu, Estrabão, Colombo e Marco Polo”.

Peso 270 g
Dimensões 21 × 14 × 2 cm
Autor

Marco Pollo e Rusticiano de Pisa

Edição

1ª Edição

Editora

Episch Verlag Editora

Ano

2022

Idioma

Português

Páginas

216

Encadernação

Brochura com orelhas – Laminação fosca, capa cartão 250, cor da capa 4.0, lombada quadrada, cor do miolo 1×1

Tipo de papel das páginas

Papel Pólen

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